segunda-feira, 21 de maio de 2012


São olhos que me olham com certeza,
São olhos que se olham com medo,
Por fora, tem em si uma fortaleza,
Por dentro, o coração de menino se entristece.

É do tempo, a paciência,
É de nós, a sabedoria de deixar
Que o tempo, na sua paciência
Saiba a nossa dor aliviar.

O dia vai raiar mais uma vez,
A noite vai chegar como sempre ela fez,
E nossas lágrimas vão rolar, mas
Mais uma vez o dia vai raiar.

Nosso olhos vão enxergar o horizonte,
Nosso corações, vão se encontrar de longe.
Mais um dia vai passar...
E mais uma vez, a nossa coragem vai fazer de nós reis.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Quebra-cabeça de ideias


Há de haver razões maiores,
Há de existir respostas melhores,
Para as minhas criações mentais inacabadas.

Para as minhas perguntas sinuosas,
Talvez, nem encontre respostas
Talvez ache em mim, mais perguntas misteriosas.

Com os pensamentos ainda desconexos,
Vou descobrindo novas peças,
Vou montando o meu quebra-cabeça de idéias.

Um quebra-cabeça de milhares de peças,
De milhares de cores, que se refazem
A medida que as imagens são feitas.

Por vezes vou desistir, e todas as peças na mesa vou espalhar,
Em seguida vou recomeçar, novas imagens vou criar
E mais perguntas hei de fazer...

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Gostaria de poder controlar o tempo,
Escolher meus pensamentos
E dominar cada um dos meus sentimentos.

Gostaria de não sofrer,
de não chorar
e de não deixar a dor em mim chegar.

Gostaria de segurar meu coração com as mãos,
Sempre que ele começasse a doer e bater descompassado,
Parecendo meio desesperado sem saber o que fazer.

Mas como seria Eu,
Se de mim tirasse o choro, a dor, a tristeza?
Quem seria Eu, sem minhas decepções ou desilusões?
Quem seria Eu sem minhas frustrações e confusões?

Não seria ninguém...
Ou seria qualquer coisa que não se expressa,
Pois não teria experiências pra contar.

Vou continuar querendo não sofrer e ter da vida
Só o que eu considero bom, por que sou assim.
Mas reconheço a importância de cada lágrima derramada,
De cada noite acordada e de cada dor sentida,
Porque reconheço que o bom mesmo da vida
É essa dualidade e o que tiramos de cada experiência vivida...

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Vou saber de mim...



Uma vontade de sair por ai
Andar sem rumo, sem prazo
No pensamento, apenas o desejo de ser livre

Uma mochila e um violão
E quem sabe ate, andar com os pés no chão
Onde minha voz ecoe no vento e siga sem direção

Vou arriscar saber de mim
Me redimir, me sabotar, me confundir
E me achar, me encontrar, me sentir

Talvez voltar sem querer de novo partir
Talvez partir sem querer mais voltar
Mas nunca de mim sair

Por entre trilhas e caminhos desconhecidos vou andar
Sem atalhos, sem desvios, nem mais nem menos
Vou achar o que devo encontrar, vou saber de mim...

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Nosso olhar


Hipnotizada nas profundezas do seu olhar
Sem mais querer descobrir o que ele me diz
Me jogo, me envolvo nessa densa camada de luz
Nesse cobertor de amor que me aquece
que me envolver, que me faz sentir
que não é simples assim, que não da pra definir
por que não vem daqui, vem de longe, vem sei lá de onde.
Em qual vida que eu te conheci?
Você penetrou pelos meus poros,
Entrou no meu olhar e tomou conta do meu modo de ver a vida
Se misturou no meu sangue e fez meu coração bater em outra freqüência
Um pulsar tão nosso, tão único.
Quando eu te olho dormir, eu percebo a grandiosidade da vida
Vejo o sonho em minhas mãos e me sinto incapaz de separar você de mim
Meu Deus...  Quando nossos olhares se encontram...
Eu perco o chão, flutuo em um universo paralelo, onde não existe nada
Nem ninguém, alem de nós dois, alem da perfeição do amor que sinto
Alem da magia, da química, do encontro do nosso olhar...

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Descobre em si menina, revela-se em rocha
Fortaleza de si mesma, é água, é moldada
Transborda e contorna, preenche espaços
Em simplicidade é ingênua, é doce
É mel de cana, é rapadura, dura, doce...
Chora sem palavras, sem motivo
Por que apenas chora
Se assim lhe transbordam as lágrimas
Que são de sal, mas são doces
Quando chora
Por que a menina pequena é doce
Seus olhos são pretos, cor de amora...

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Em meio a multidão, no olho do furacão
Meu coração que era tão grande,
Agora se mostra pequeno,
Apertado e esmagado pelo meu peito
Pelos meus medos e anseios.
Insegurança por não ter,
Saudade do que ainda não possuo,
Medo, medo de não saber segurar forte a direção
E me perder, me perder entre minhas complexas confusões,
Minhas doces ilusões e o forte desejo de te ter aqui.
Em pausas, em duplos compassos quero ouvir nossa canção,
Quero as simples e compostas, as claves e todas as notas,
Mas não quero silêncio sem nota, sem refrão...
Quero o silêncio que sinto ao te abraçar
Que me invade em musicas,
Em melodias que não me deixam só.