quarta-feira, 5 de junho de 2013

O olho cego, o olho que vê


O olho que vê o belo, as cores, as flores
O olho que enxerga o mundo, as dores, os amores
O olho que vê a alma, o espírito, o Eu

O olho que vê através das cinzas, da escuridão
O olho que não exerga a luz do dia, o clarão
O olho que não enxerga mas que tudo vê

O olho que olha pra fora
O olho que olha pra dentro

O olho que tem medo do novo, do caminho que desconhece
O olho que olha pra dentro e as vezes não se reconhece
O olho que enxega coisas que outro olho não vê
O olho que vê coisas que o meu não vê

O olho do rosto
O olho do gosto
O olho da alma...

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Há dias que paira em mim uma ebolição
de ansiedade que amolece meu corpo,
me arranca o ânimo e
eu me vejo embreagada de malemolência.

Uma vontade de não fazer nada,
de mergulhar em silêncio na noite fria
e sem dizer uma só palavra,
deixar que se faça uma grande magia.

E no meio da escuridão, sinto meus olhos procurando os seus,
eu sei, se eu te olhar e embarcar no universo da sua alma,
meu coração há de encontrar a calmaria perdida
e essa noite longa e vazia logo vai se tornar dia.

Quem sabe se eu fechar os olhos devagar,
eu consiga sentir você me abraçar e
com suas mãos fortes, te sinta me apertar contra seu peito
e depois com carinho, sinta você afagar meus cabelos.

Quem sabe assim, eu até consiga cochilar,
quem sabe assim, protegida em seu ninho,
quando eu abrir os olhos, assim bem de mansinho,
e olhar de lado devarinho, você esteja lá.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Pedras no caminho

Eu só sei que as pedras no meio do caminho,
Não vão me impedir de caminhar.
Talvez me impeçam de correr ou de mais rapido chegar,
Talvez eu precise por vezes até desviar,
por que reconheço que algumas eu preciso respeitar,
E se eu parar, será apenas para entender a melhor forma dela ultrapassar,
Mas jamais vou me render e deixar de caminhar.

Sem palavras...


A folha estava branca, sem vida
o lápis sem ponta estava ali, ao lado.
Olhava para o papel e nada via,
não tinha linha, não tinha cor.

Olhava para o lápis e nada vinha,
sabia que aqui dentro tinha, tinha muita cor,
mas o lápis não ganhava vida e minhas mãos
que tanto escreviam,
agora não mais sabiam seque, usar o apontador.

Meus olhos alternavam do papel para o lápis
na esperança de nascer uma, ao menos uma frase
por que eu sabia, uma frase já valia para acalmar esse pranto
que nascia, sem palavras macias para enfeitar o papel.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Coração cansado

Esse coração esta cansado de esperar
cansado de aguardar resoluções que não são dele
cansado de tanto fazer mágicas pra sorrir
quando na verdade, seu desejo é apenas chorar.

Esse coração sente dor, sente muita dor
Ele anda com medo de perder seu grande amor
Por que ele descobriu que o seu coração não está pronto para amar
mesmo com tanto amor pra dar.

Acho que sua cabeça anda mandando no seu coração...
Acho que ela anda fazendo seu coração pensar, que é errado o meu coração amar
mas será que é errado amar qualquer que seja o coração?
Esse coração anda cansado de tanto esperar.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Coisas que eu sei...

Tudo deveria ser simples,
as palavras deveriam ser ditas somente quando fossem verdadeiras,
os sentimentos jamais deveriam se enganar,
o amor deveria ser sempre mútuo
e ninguem nunca deveria de tristeza chorar.

As pessoas deveriam ser sinceras, sem que fossem cruéis,
o ódio não deveria existir em coração algum
e o sorriso deveria ser o primeiro cumprimento dos alguéns.

Eu queria saber entender o que eu não entendo
e tentar entender por que é preciso complicar tanto
já que a vida é simples e tão curta pra gente desperdiçar.

Mas eu queria mesmo saber
por que os corações vivem aflitos demais
e por qual razão, não se permitem merecer
um segundo só de paz...

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

É nessa gangorra, nesse vai e vem de instabilidades que eu me perco,
me confundo entre tantos braços, abraços e despedidas.
Jogo o seu jogo, escondo meu choro e abro sorrisos nem sempre sinceros.
Mas eu me canso...
Me canso ao tentar alcançar a felicidade, me canso de tanto encontrar miragens,
vestigios de paz dessa minha tão sonhada realidade.
Me canso dos "Eu te amo", sem promessas, sem planos a dois.
Eu penso tanto em desistir... mas desistir dói demais,
por que por alguma razão que eu não sei, desistir é apagar um pedaço de mim,
O pedaço de mim mais feliz...
E quando penso nesse desistir sincero, lembro dos "Eu te amo" que vem da sua alma,
lembro dos seus olhos se misturando aos meus, dos nossos encontros em planos maiores,
onde jamais ousei chegar sem você.
Eu sei que eu não sei de nada, não sei onde vamos chegar,
Se é que estamos indo para algum lugar.
Talvez essa história termine por razões óbvias, loucas ou até banais.
Talvez ela triunfe, se fortaleça e não acabe jamais...