segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Muitas estradas eu percorri,
Caminhei por caminhos onde ninguém acreditava
Conquistei espaço, fiz valer meus passos e segui
Chorei e muito sorri
Mas me pergunto sempre
Aonde você estava que eu não vi?
Em qual parte do caminho me perdi de ti?
A vida nos traz muitas incertezas
E algumas certezas entaladas
Difíceis de serem decifradas
Mesmo quando estão aos nossos olhos estampadas.
São vidas passadas, são vidas que se cruzam,
Em alguma delas a nossa historia começou
Em outra, a vida nos separou
E agora cheia de incertezas, de insegurança e medo
Quero saber em qual vida
Nossa historia vai se ligar de novo
Reconectar o tempo e fazer valer sem medo
O amor que guardei para ti.

Quero saber que as dificuldades existem apenas para saber como enfrentá-las,
Minha energia quero gastar para realizar sonhos e fazer planos para viver a vida que sonhei pra mim.
Quero deixar a minha criança falar por mim quando o meu lado adulto ficar serio demais,
Quero rir de mim mesma e de tudo que a vida me apresentar com graça.
Quero chorar sempre que as lagrimas quiserem sair de mim, seja de alegria ou tristeza, sem ter medo que isso seja visto como uma fraqueza.
Quero ter sonhos que alguns achem ate impossíveis, mas que eu sinta que possa realizá-los nessa vida ou em outra.
Quero ter coragem para arriscar, ousar e recomeçar sempre que preciso for.
Quero ser livre, quero viver sem medo e jamais esquecer do sorriso no rosto daquela criança feliz que ficou pra trás, mas que ainda vive e viverá sempre em mim...

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Dificil

Difícil controlar quando a vontade é de gritar,
De chorar sem medo, de espernear,
De chutar o balde e não se importar
com a água que vai derramar.

Difícil controlar a vontade de falar aos quatro ventos
O que tem aqui dentro
O que faz meu coração pulsar.

Difícil agir como bom moço
quando a vontade é de xingar
De sair correndo pela rua
Sem saber aonde chegar.

Difícil fazer de conta que ta tudo bem
E segurar o sorriso quando na verdade
Você não quer ver ninguém.

Difícil esconder o amor quando ele transborda
E exala pelos póros e você meio sem jeito
Tenta com a peneira tapar.

Difícil controlar os instintos
E ter que mostrar pro mundo quem você não quer ver...

O desejo do beijo



Te olhei nos olhos quando não poderia te ter
Derramei lagrimas de desejo, de medo
Querendo o gosto do teu beijo saber
Tremi ao me aproximar do seu corpo
E nesse momento, cara a cara
Senti o que estava em jogo
Choramos a sós, engolimos nossos nós
E calamos nossa voz
Com os olhos cheios de amor
O coração apertado de dor
Dissemos adeus,
nosso olhos se cruzaram
E com o rosto molhado,
o silêncio falou por nós
O tempo ia passar,
nossos olhos voltariam a se encontrar
E saberíamos então,
o gosto do beijo do nosso amor.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Essa estrada


Por essa estrada posso andar de pés descalços,
Desprotegidos, abertos e livres,
Não piso em ovos, piso em terra firme,
Não tenho medo dos pedregulhos
Pois sei que eles jamais me machucarão forte.
Essa estrada é firme, é o nosso amor,
É sólida e nos fará caminhar juntos.
As pegadas que vão marcando o caminho
São nossas e sempre serão,
Mesmo que um de nós não as veja,
Quatro pegadas sempre serão,
Essa estrada só leva a um lugar,
Aquele onde se encontram os nossos corações.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Minha bagunça

Perdida na minha bagunça,
misturada em minhas teias
Que me impedem de ver além,
Solta pelo ar, serena, venho te procurar,
Te procuro nas minhas estrelas
E tantas eu vejo quando olho o mar,
Me perco na areia, me imagino sua sereia
Sonhando que meu feitiço você venha desfazer.
Sombra de nuvens cobrem as ondas
E pedras parecem dali brotar,
Pedras que se movem
E fingem no céu encostar.
Te encontro nesse balançar envolvente,
No quebrar do mar, nas rochas
Que circundam a praia
e as espumas parecerem abraçar.
te acho nas nuvens que imprimem seu rosto
em meio ao azul do céu e as gaivotas soltas pelo ar.
Vem ser a minha estrela,
Venha para essa bagunça,
Se mistura comigo
e me ajuda essa confusão arrumar.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012


Quero falar de amor por que de dor
as minhas lágrimas não querem mais,
secaram de tanto que escoaram por entre meus olhos
E com tantas tentativas de segura-las em vão
no chão caíram, meus lençóis molharam e por lá ficaram,
em acalanto, elas dormem comigo e me acompanham
por essa andança que por vezes parece uma estrada sem fim.
Agora quero sorrisos largos, abraços apertados e muito amor pra mim,
Quero encher o peito, correr pelos becos e gritar sem medo,
Sim, Eu sou feliz!