Às vezes, a gente tem vontade de mudar radicalmente,
de viver uma nova vida, de recomeçar de um novo começo
e fazer tudo diferente, agir diferente, fazer escolhas diferentes...
Às vezes a gente sente que é preciso mudar,
que é preciso ser uma outra forma de Ser.
Às vezes a gente nem sabe por que, somente sente
Mas será que sempre que a gente sente, É?
Não sei... Mas às vezes eu sinto uma erupção interna vindo, ebulindo,
uma vontade de girar o compasso da minha vida em 180º,
mas ainda nao tenho coragem... por que é preciso muita coragem.
Se desprender do confortavel é duro, dói,
o desconhecio é escuro e eu ainda não consigo ver,
esfrego os olhos com força, mas sinto que ainda não sei ver.
Me surpreendo como às vezes as certezas viram incertezas
e tudo que a gente acredita ser, não é mais...
Mas, essa é a uma das grandes belezas da vida
tudo esta em movimento, tudo é movimento, mutações de nós mesmos
movimento, movimento, movimento...
terça-feira, 28 de agosto de 2012
sexta-feira, 13 de julho de 2012
Coração aperreado
Meu coração trepida,
bate afoito, perde a sintonia,
sai do compasso
e me deixa em agonia.
Bate apertado, doído,
parece que esta em erupção
ou em embulição,
não sei não.
Só sei que ele não me ouve
e não quer nem saber,
posso insistir e sem parar dizer
que não precisa sofrer.
Mas esse coração maluvido
não tem compaixão,
bate desenfreado
e vai descendo ladeira a baixo na contramão.
Ah coração descompassado
pára um pouco e aquieta o facho,
desse jeito eu fico ate cansado
e sem saber mais o que faço, me perco na sua confusão.
bate afoito, perde a sintonia,
sai do compasso
e me deixa em agonia.
Bate apertado, doído,
parece que esta em erupção
ou em embulição,
não sei não.
Só sei que ele não me ouve
e não quer nem saber,
posso insistir e sem parar dizer
que não precisa sofrer.
Mas esse coração maluvido
não tem compaixão,
bate desenfreado
e vai descendo ladeira a baixo na contramão.
Ah coração descompassado
pára um pouco e aquieta o facho,
desse jeito eu fico ate cansado
e sem saber mais o que faço, me perco na sua confusão.
quarta-feira, 11 de julho de 2012
É engraçado quando olhar pra frente parece dificil
mas voltar atras é impossivel
e permanecer onde está também não é mais uma opção.
Tem horas que parece que nada está onde deveria
que não da pra se encaixar em qualquer tempo, ou espaço
e a gente se sente ate sobrando.
Sobrando no mundo e faltando dentro de si,
mas nessa maquina Terra, nenhuma peça sobra
As vezes apresenta um defeito ou outro, mas não sobra.
Preciso achar as peças que não funcionam em mim,
descobrir seus defeito e conserta-las, uma a uma,
só assim vou me localizar nessa maquina chamada Terra.
mas voltar atras é impossivel
e permanecer onde está também não é mais uma opção.
Tem horas que parece que nada está onde deveria
que não da pra se encaixar em qualquer tempo, ou espaço
e a gente se sente ate sobrando.
Sobrando no mundo e faltando dentro de si,
mas nessa maquina Terra, nenhuma peça sobra
As vezes apresenta um defeito ou outro, mas não sobra.
Preciso achar as peças que não funcionam em mim,
descobrir seus defeito e conserta-las, uma a uma,
só assim vou me localizar nessa maquina chamada Terra.
quarta-feira, 4 de julho de 2012
Se eu pudesse...
Se eu pudesse, eu seguraria meu coração com as duas mãos
falaria bem de mansinho para ele ouvir com carinho
que essa dor é passageira e que logo mais ela vai partir.
Se eu pudesse, eu faria um passe de mágicas
e com uma varinha de condão, faria o tempo passar depressa,
e antes que qualquer coisa impeça você estaria aqui.
Se eu pudesse, trocaria por um sorriso
todas as lágrimas que ja foram derramadas
e no lugar de cada dor eu plantaria uma flor para enfeitar o nosso jardim.
Se eu pudesse, com a força do meu pensamento
eu arrancaria de nós, todo e qualquer sofrimento
e assim então, a gente poderia ser feliz.
Se eu pudesse, eu faria nascer no céu uma lua cheia
brilhante e faceira para que todos os dias ao vê-la
você se lembrasse de mim.
Se eu pudesse, eu pediria você ao universo,
escreveria esse amor em prosa e verso
para que nunca mais você tivesse que partir.
falaria bem de mansinho para ele ouvir com carinho
que essa dor é passageira e que logo mais ela vai partir.
Se eu pudesse, eu faria um passe de mágicas
e com uma varinha de condão, faria o tempo passar depressa,
e antes que qualquer coisa impeça você estaria aqui.
Se eu pudesse, trocaria por um sorriso
todas as lágrimas que ja foram derramadas
e no lugar de cada dor eu plantaria uma flor para enfeitar o nosso jardim.
Se eu pudesse, com a força do meu pensamento
eu arrancaria de nós, todo e qualquer sofrimento
e assim então, a gente poderia ser feliz.
Se eu pudesse, eu faria nascer no céu uma lua cheia
brilhante e faceira para que todos os dias ao vê-la
você se lembrasse de mim.
Se eu pudesse, eu pediria você ao universo,
escreveria esse amor em prosa e verso
para que nunca mais você tivesse que partir.
domingo, 24 de junho de 2012
A corrida
Pela primeira vez, estava a minha frente
o desafio de uma longa distância.
Foi dada a largada e minha pernas
assim de imediato, pesaram,
deixaram claro que ia ser dificil,
cansativo, e antes mesmo do primeiro km,
meu corpo parecia cansado.
Em silêncio, olhando a multidão a minha frente,
eu ouvi a música, a sinfônia, o som das pisadas,
das passadas que pareciam instrumentos coordenados,
ritimados e harmônicos, numa canção doce
forte, firme, era uma orquestra,
orquestrada por cada corredor
que dava a sua passada, garra, força, som
e nesse instante, eu soube que chegaria ao fim,
pois tambem era eu, um instrumento,
uma nota daquela canção.
Aos poucos a exaustão foi embora
e a respiração achou o equilibrio,
nesse momento, eu só tinha uma meta:
cruzar a linha de chegada.
E eu cheguei, cruzei a linha, me esgotei,
o sangue corria rápido pelo meu corpo,
uma sensação de exaustão e felicidade
que se misturava ao som dos aplausos da platéia
que também tinha ouvido aquela mesma canção.
o desafio de uma longa distância.
Foi dada a largada e minha pernas
assim de imediato, pesaram,
deixaram claro que ia ser dificil,
cansativo, e antes mesmo do primeiro km,
meu corpo parecia cansado.
Em silêncio, olhando a multidão a minha frente,
eu ouvi a música, a sinfônia, o som das pisadas,
das passadas que pareciam instrumentos coordenados,
ritimados e harmônicos, numa canção doce
forte, firme, era uma orquestra,
orquestrada por cada corredor
que dava a sua passada, garra, força, som
e nesse instante, eu soube que chegaria ao fim,
pois tambem era eu, um instrumento,
uma nota daquela canção.
Aos poucos a exaustão foi embora
e a respiração achou o equilibrio,
nesse momento, eu só tinha uma meta:
cruzar a linha de chegada.
E eu cheguei, cruzei a linha, me esgotei,
o sangue corria rápido pelo meu corpo,
uma sensação de exaustão e felicidade
que se misturava ao som dos aplausos da platéia
que também tinha ouvido aquela mesma canção.
sexta-feira, 22 de junho de 2012
Um lago colorido
Quando olho nos seus olhos
sinto como se minha alma
mergulhasse dentro deles.
Sinto como se o universo estivesse diante de mim
com toda seus buracos negros e constelações
sinto a liberdade invadindo meus sentidos.
O tudo, o todo, o mais belo olhar
um lago infinito, meio marrom, meio cinza, meio verde
Eu me lanço sem medo de me afogar, sem medo de me perder.
Me reencontro dentro deles, talvez por que
no fundo, eu já reconhecesse essas cores e hoje
tenho a certeza que há muito tempo eles caminham juntos.
Se afastam e se reencontram, mas nunca se perdem
por que são gêmeos, nossos olhos se pertecem
não a mim, nem a ti, eles são Uno em um plano Todo.
sinto como se minha alma
mergulhasse dentro deles.
Sinto como se o universo estivesse diante de mim
com toda seus buracos negros e constelações
sinto a liberdade invadindo meus sentidos.
O tudo, o todo, o mais belo olhar
um lago infinito, meio marrom, meio cinza, meio verde
Eu me lanço sem medo de me afogar, sem medo de me perder.
Me reencontro dentro deles, talvez por que
no fundo, eu já reconhecesse essas cores e hoje
tenho a certeza que há muito tempo eles caminham juntos.
Se afastam e se reencontram, mas nunca se perdem
por que são gêmeos, nossos olhos se pertecem
não a mim, nem a ti, eles são Uno em um plano Todo.
terça-feira, 19 de junho de 2012
O tempo
Sobra tanto tempo aqui
horas vazias sem ter o que fazer
E fazer nada sem você
é tão ruim, tão sem graça.
Eu olho o relógio e a hora não passa
os ponteiros caminham a passos lentos
me provocam, eu fico brava
acelero os ponteiros, mas as horas não passam...
me olho no espelho, arrumo o cabelo
invento moda e me enfeito, passo ate batom vermelho,
deito na cama e sem paciência, espero o tempo passar
olho de novo o relógio, mas o ponteiro está no mesmo lugar.
E leio, leio um livro, dois, três...
faço dança, faço mágica, mas não acontece nada
parece que o tempo faz pirraça e mais uma vez sem graça
olhando o relógio, vejo que o tempo não passa.
Faço um café, sento no sofá e olhando pela janela
deixo a nuvem de fumaça se misturar ao meu olhar
e olhando o mais distante que meus olhos podem alcançar
compreendo nesse inifinito finito que o tempo tem a hora certa pra passar...
horas vazias sem ter o que fazer
E fazer nada sem você
é tão ruim, tão sem graça.
Eu olho o relógio e a hora não passa
os ponteiros caminham a passos lentos
me provocam, eu fico brava
acelero os ponteiros, mas as horas não passam...
me olho no espelho, arrumo o cabelo
invento moda e me enfeito, passo ate batom vermelho,
deito na cama e sem paciência, espero o tempo passar
olho de novo o relógio, mas o ponteiro está no mesmo lugar.
E leio, leio um livro, dois, três...
faço dança, faço mágica, mas não acontece nada
parece que o tempo faz pirraça e mais uma vez sem graça
olhando o relógio, vejo que o tempo não passa.
Faço um café, sento no sofá e olhando pela janela
deixo a nuvem de fumaça se misturar ao meu olhar
e olhando o mais distante que meus olhos podem alcançar
compreendo nesse inifinito finito que o tempo tem a hora certa pra passar...
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