Entre as linhas das páginas, os rabiscos seguem pelas folhas brancas
Os sentimentos, molhados de tristeza, enrugam os espaços deixados
Criam vácuos, vazios, sem nada a dizer, mas que muito foi dito
São lembranças, são planos secretos de uma mente criativa.
Emoções afloram, mas não conseguem se expor em letras
Ficam presas aqui dentro, entre o peito e o estômago
Viram borboletas, viram dor, viram simples apertos
Desejos de se dizer, lembranças do que foi e amor pra seguir.
Me aperta em fragmentos de querer ter o que não se possui
Sem querer perder o que em planos é certa de querer ter
É uma vida que segue, mas deixa pra trás as lembranças
Memórias que alimentam o desejo de querer não mais esquecer.
Viver, simplesmente viver e desejar ser de si o que acredita ser
O melhor do amor, o melhor da dor, da recordação, do desejo de crescer
Engrandecer a alma, evoluir com os obstáculos e criar forças
Esperar e agradecer e, quem sabe, conseguir viver um dia de cada vez.
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